quinta-feira, 25 de maio de 2017
Ademir da Guia, mais Divino do que Nunca
Uma das coisas mais gratificantes que tive quando do lançamento do livro ACP - A Primeira Década da Maior Glória, realizado no dia 20 de maio de 2017 na acolhedora cidade de Paranavaí, foi reencontrar Ademir da Guia. O Divino da Academia continua sendo uma pessoa simples, tremendamente acessível, atenciosa e carinhosa com todos. Tive o prazer de ver o Divino jogar, ou melhor, dar show, promover espetáculo. Sim, ele foi um craque na verdadeira acepção da palavra. Mostrava uma intimidade com a bola impressionante. Hoje, aos 75 anos de idade, ele ainda se apresenta. Continua exibindo um glamour todo seu, encantando platéias, antigas e contemporâneas. Que Deus o conserve assim por muitos e muitos anos, notável e interminável Ademir da Guia.
quarta-feira, 24 de maio de 2017
Autor do livro do ACP esteve no calçadão da Getúlio Vargas
Reproduzo aqui a matéria do Conceituado Diário do Noroeste, de Paranavaí, repercutindo o lançamento do Livro ACP - A Primeira Década da Maior Glória - ocorrido na acolhedora cidade de Paranavaí.
O jornalista curitibano Josias Lacour, autor do livro “A Primeira Década da Maior Glória”, esteve neste sábado no calçadão da Rua Getúlio Vargas, em Paranavaí, comercializando e autografando a obra. O livro revive a conquista do título de campeão paranaense/2007 pelo Atlético de Paranavaí.
“A receptividade do paranavaiense está sendo muito gostosa e agradável. Estou muito feliz em estar aqui, compartilhando este momento que é histórico, não apenas para Paranavaí como também para o futebol paranaense. Houve uma união muito forte em toda a cidade e região Noroeste com o Atlético Clube Paranavaí e o resultado foi a conquista em 2007 do título paranaense, que agora está sendo revivida e a cada momento a gente sente a emoção das pessoas ao conhecer o livro, e ver o trabalho que realizamos. Isto é muito gratificante para nós”, disse Josias, que já foi agente de Adriano Spadotto e do atacante Edenilson.
Foi Adriano Spadotto quem o convidou para escrever o livro. “Uma vez jornalista, sempre jornalista. Me convidou para retratar a história em um livro, e eu fui colhendo depoimentos, o resultado foi este, um livro com 120 folhas, totalmente em cores e fotos em alta definição, com depoimentos inéditos, e a cada linha que você ler você remonta ao ano de 2007 e revive novamente os momentos memoráveis”.
O livro estará disponível na Banca Tanaka (calçadão) no valor de R$ 70,00. Foram impressos mil exemplares.
Foi Adriano Spadotto quem o convidou para escrever o livro. “Uma vez jornalista, sempre jornalista. Me convidou para retratar a história em um livro, e eu fui colhendo depoimentos, o resultado foi este, um livro com 120 folhas, totalmente em cores e fotos em alta definição, com depoimentos inéditos, e a cada linha que você ler você remonta ao ano de 2007 e revive novamente os momentos memoráveis”.
O livro estará disponível na Banca Tanaka (calçadão) no valor de R$ 70,00. Foram impressos mil exemplares.
PARANÁ CLUBE, como na Década de Ouro
Galera, ainda estou no Couto Pereira, palco do nosso primeiro título de Campeão, há 26 anos. Definitivamente volto ao passado e reencontro meu time jogando como grande, como um dos maiorais do futebol brasileiro, encantando sua vibrante torcida, não tomando conhecimento do poderio do adversário. Esta noite de 24 de maio me remete às noites dos anos 94/95/96 quando o Paraná reinava absoluto, era o único representante do Paraná na Série A do Campeonato Brasileiro. Foi assim que o time se portou ao implacar 3X2 no Atlético Mineiro, de Robinho, Fred, Elias e Cia. O canto de "explode coração na maior felicidade, é lindo o TRICOLOR contagiando e alegrando esta cidade" ecoa maravilhosamente em meus timpanos. É isso aí, Paraná, estava na hora de nos devolver a esperança. Agora, mais do que nunca, estou convencido de que este é o ano da virada, da volta por cima. Eu acredito.
E que o Biteco continue brilhando, como brilhou esta noite.
quarta-feira, 3 de maio de 2017
Livro do ACP à venda pela Internet!!!
No dia 6 de maio de 2007 o Vermelhinho do Fim da Linha superou os chamados grandes times do futebol paranaense e conquistou a Taça de Campeão. Foi a Maior Glória dessa tradicional equipe do Noroeste do Estado. A história daquela inédita conquista virou livro. Uma obra especial, com capa dura, logo do clube em relevo e 128 páginas de pura emoção com depoimentos e reportagens exclusivas. Os personagens, bastidores, detalhes de cada jogo, estão nas páginas coloridas, ilustradas por expressivas fotos, desta que é minha nova contribuição para a Literatura Esportiva Brasileira.
A venda pela Internet tem preço promocional de R$ 50,00, pois o preço do livro é R$ 70,00. A entrega dos exemplares será feita na tarde de 20 de maio, antes do jogo comemorativo, reunindo os Campeões Paranaenses e o Palmeiras/Master no Estádio Waldemiro Wagner.
A venda pela Internet tem preço promocional de R$ 50,00, pois o preço do livro é R$ 70,00. A entrega dos exemplares será feita na tarde de 20 de maio, antes do jogo comemorativo, reunindo os Campeões Paranaenses e o Palmeiras/Master no Estádio Waldemiro Wagner.
sábado, 29 de abril de 2017
Meninos, eu vi!!!
Neste domingo (30 de abril de 20017), 40 anos
depois, Corinthians e Ponte Preta voltam a decidir o Campeonato Paulista.
Em Outubro de 1977 eu tinha menos de 20 anos de
idade. Era um jovem e idealista repórter, iniciando carreira no rádio.
Trabalhava na Rádio Clube Paranaense, então a maior e mais tradicional emissora
do Paraná. Todos desejavam fazer parte de seu quadro de funcionários. Integrar
sua equipe esportiva, então, era um privilégio. Afinal, a poderosa B2 estava em
todas. E empunhar seus microfones era coisa para quem tinha talento. Pois eu
fazia parte da seleta equipe, liderada por Munir Calluf (já de saudosa
memória).
Quando fui escalado para trabalhar na histórica
final do Campeonato Paulista daquele ano, senti-me valorizado. Cobrir a final
do Paulistão, em três jogos envolvendo o time de maior torcida do Brasil, que
ansiava pelo título de Campeão há 22 anos, era o máximo para um repórter jovem
e impetuoso como eu.
Pois lá fomos nós - eu, o narrador Wilson
França e o também repórter Paulo Mosimann (o Foguetinho) – para a capital
Paulista. Passamos a semana toda por lá. Entre um jogo e outro, fomos a
Uberaba, abraçar o amigo Lori Sandri (também de saudosa memória), então
iniciando carreira de treinador e comandando o Colorado do Triângulo Mineiro.
A decisão do título Paulista em 1977 foi em
três jogos, todos realizados no Estádio do Morumbi.
O Corinthians chegara àquela final depois de
uma arrancada histórica nas quatro últimas rodadas da fase classificatória, na
qual venceu os quatro compromissos que tinha.
A Ponte Preta, brilhantemente dirigida por Zé
Duarte, tinha mais time. Em suas fileiras, brilhavam o Carlos, os zagueiros Oscar e Polozzi, o meias Marco Aurélio e Dicá e goleador
Rui Rei.
Na primeira partida, deu Corinthians 1X0. Na segunda, o Timão
saiu vencendo, mas permitiu a virada da Macaca por dois a um. Nesse jogo, foi
registrado o maior público da história do Estádio do São Paulo: 138,032
torcedores, maioria esmagadora era da Fiel torcida.
Foi necessária
a realizada da terceira partida. E somente aos 37 minutos do segundo tempo,
após um bate-rebate dentro da pequena área é que Basílio chegou às redes,
decretando a segunda vitória do Timão na decisão e a consequente conquista do
título.
A festa foi
estrondosa. Lembro que para voltar do estádio ao hotel onde nos hospedamos,
demoramos quase toda a madrugada.
Foi
maravilhoso viver aquele momento histórico. Revivê-lo agora, 40 anos depois,
leva-me a voltar àqueles tempos de um futebol alegre e descontraído, com muito
mais espaço para se jogar, com esquemas táticos espetaculares e com emoções
muito mais fortes do que as atuais.
Ficha Técnica
da Final de 40 anos atrás:
Data: 13/10/1977
Torneio: Campeonato Paulista
Local: Estádio do Morumbi - São Paulo/SP
Público: 86.677
Árbitro: Dulcídio Wanderley Boschillia
Cartões vermelhos: Rui Rei, Geraldão e Oscar
Corinthians: Tobias, Zé Maria, Moisés, Ademir e Wladimir; Ruço, Basílio e Luciano; Vaguinho, Geraldão e Romeu. Técnico: Oswaldo Brandão
Ponte Preta: Carlos, Jair, Oscar, Polozi e Ângelo; Wanderlei, Marco Aurélio e Dicá; Lúcio, Rui Rei e Tuta (Parraga). Técnico: José Duarte
Gols: Corinthians - Basílio (37min do 2º tempo).
Torneio: Campeonato Paulista
Local: Estádio do Morumbi - São Paulo/SP
Público: 86.677
Árbitro: Dulcídio Wanderley Boschillia
Cartões vermelhos: Rui Rei, Geraldão e Oscar
Corinthians: Tobias, Zé Maria, Moisés, Ademir e Wladimir; Ruço, Basílio e Luciano; Vaguinho, Geraldão e Romeu. Técnico: Oswaldo Brandão
Ponte Preta: Carlos, Jair, Oscar, Polozi e Ângelo; Wanderlei, Marco Aurélio e Dicá; Lúcio, Rui Rei e Tuta (Parraga). Técnico: José Duarte
Gols: Corinthians - Basílio (37min do 2º tempo).
quarta-feira, 15 de março de 2017
A volta do goleiro-assassino
Movidos pela sede de justiça, considerando que a condenação
tem que ser eterna e em todos os níveis, acreditando que lugar de bandido é na
cadeia, jogando no lixo a necessidade de re-socialização, contrariando
princípios cristão e humanos,
alimentando a hipocrisia, alguns setores do futebol brasileiro estão
caindo de pau no Boa Esporte, incipiente clube do interior mineiro, pelo fato
de seus dirigentes terem contratado o goleiro Bruno.
Ex-presidiário, protagonista de horrendas cenas de homicídio
da mãe de seu filho, até então tido como ídolo do Flamengo, clube da maior
torcida do país, Bruno encontra-se provisoriamente solto (é preciso lembrar que
ele pode ter que voltar ao presídio a qualquer momento), e ganha a oportunidade
que outros milhares de goleiros gostariam de ter. Goleiros que nem de longe
apresentam os mesmos antecedentes criminais do famoso personagem, mas que gostariam
de receber uma chance de inserção no limitado mercado de trabalho
(especialmente no tocante à posição de goleiro, onde há lugar apenas para dois
ou três em cada clube) que de repente se abre ao Bruno, nem bem ele saiu do
presídio.
As perguntas que não querem calar são estas: Bruno, com o histórico violento que tem, merece a chance que o Boa Esporte está lhe dando? Quem foi capaz de seqüestrar, esquartejar e dar fim ao corpo da mãe de seu único filho encontra-se emocionalmente preparado para desempenhar bem a função de goleiro em um time de futebol? Até onde vale a pena o clube correr riscos de comprometer sua imagem e perder apoio publicitário nesse polêmico caso?
Vamos por parte. No futebol, assim como em outros segmentos
da sociedade, Bruno não é caso único de violência. Portanto, se outros
violentos também estão no mercado de trabalho, por que ele deveria ficar de
fora? Quanto à questão emocional ou psíquica, só quem pode avaliar seu real
potencial são os especialistas desses campos. No tocante aos riscos de imagem,
o Boa Esporte já está perdendo alguns patrocinadores, mas tem recebido uma compensação
que não teria se usasse o dinheiro do patrocínio para conquistar os espaços que
agora a grande mídia, inclusive os blogueiros como eu, estão lhe cedendo de forma gratuita.
Assim, no aspecto mercadológico, o Boa Esporte tem muito mais a ganhar com
Bruno do que sem ele. Além do mais, os dirigentes do clube o estão contratando
para jogar, não para se casar com uma de suas filhas. Fosse este o caso,
certamente pensariam mais e melhor antes de assumirem os riscos.
Num meio em que basta haver um clássico para se instaurar o
caos social, com quebra-quebra, depredação de patrimônio público,
espancamentos, e assassinatos, é um contra-senso decretar a condenação ao
trabalho a Bruno sob a alegação de que ele é um assassino cruel. Sobretudo
porque o fato de ele voltar a jogar não significa dizer que estará livre da
condenação judiciária, que pode demorar – como de fato demora em nosso Brasil-,
mas virá. Deixemos o goleiro-assassino trabalhar. Ou será que este é o primeiro
caso de prisão perpétua no Brasil? Afinal, se Bruno está em liberdade, mesmo
que provisória, que desfrute dela.
Por fim, que a galera use o direito de chamá-lo de assassino
sempre que ele aparecer para jogar.
Em tempo:
o enorme espaço que a grande mídia tem oferecido a Bruno desde que ele deixou a
prisão, o transformaram em celebridade. Um reflexo disso são as selfies que
crianças e famílias tiraram com ele ontem e que estão estampadas na edição de
hoje do conceituado jornal Folha de São Paulo.
quarta-feira, 8 de março de 2017
Lindo, Paraná.
Tão linda quanto as centenas de mulheres que coloriram as arquibancadas do Estádio Durival de Brito, na Vila Capanema, foi a vitória do Paraná Clube sobre o Bahia. O jogo foi válido pela Copa do Brasil, teve quase 10 mil pessoas nas arquibancadas,
e a vitória assegurou a classificação do Tricolor da Vila para a terceira fase da disputa. Também rendeu seus cofres um plus de quase 700 mil reais, que vem ajudar muito no momento financeiro delicado pelo qual o clube passa.
O ano começa muito bem para o Tricolor da Vila. Com sua equipe B, tem liderado o Campeonato Paranaense e já está matematicamente classificado para a fase mais importante da disputa, o Octogonal. Seu time principal ganha moral com a eliminação do Bahia e se encorpa para o Brasileiro da Série B, cujo objetivo é, enfim, acender à Série A. Importante agora que a diretoria aja no sentido de bem administrar o dinheiro que tem entrado e evitar os recorrentes problemas de atraso salarial que tanto tem prejudicado a sequência de trabalho de sua equipe de futebol.
O massacre do Barcelona
A noite foi do Paraná Clube brilhar na Copa do Brasil. Mas a tarde do Dia Internacional da Mulher foi maravilhosa para o Barcelona que, com show do brasileiro Neymar aplicou uma histórica goleada no Paris Saint Germain e garantiu o que parecia improvável antes do jogão: classificação na Liga dos Campeões da Europa. A televisão mostrou ao vivo espetáculo. E que espetáculo, minha gente. Vai demorar para voltarmos a ver algo tão espetacular, tão memorável quanto o que se viu neste Barcelona 6X1 PSG. Como diria o grande locutor de televisão do Paraná nos anos 70, hoje conselheiro do Tribunal de Contas, Nestor Baptista, Futebol é Isso Aí!!!
quinta-feira, 2 de março de 2017
Futebol do Paraná é PIONEIRO na Internet
O dia primeiro de março de 2017 entrou para a história das transmissões ao vivo pela Internet. Nele aconteceu, a partir das 20h (horário de Brasilia) a primeira transmissão ao vivo de um jogo de futebol profissional e oficial. Atlético e Coritiba jogaram pela fase de classificação do Campeonato Paranaense e a imagem do clássico mais tradicional do futebol do estado foi mostrada para todo o mundo através do youtube.
O jogo foi realizado no Estádio Joaquim Américo (conhecido como Arena da Baixada) em Curitiba. O Atlético, mesmo atuando com uma equipe considerada suplente, o venceu, pelo placar de dois a zero, gols de Crisan aos 39 minutos do primeiro tempo e Douglas Coutinho, aos 42 do segundo. Aos 36, o atacante Cleber desperdiçou a cobrança de uma penalidade máxima a favor do Coritiba: bateu na trave. Se ele tivesse convertido, possivelmente a história do clássico seria outra.
A transmissão ao vivo pela Internet do primeiro jogo de futebol profissional no Brasil deu-se em virtude de Atlético e Coritiba não terem cedido os direitos para a emissora oficial do Campeonato (Rede Paranaense de Comunicação). A Federação Paranaense tentou impedir que isso ocorresse. O clássico seria realizado 10 dias antes, mas a entidade que controla o futebol do estado, determinou a sua suspensão sob a alegação de que havia pessoas não credenciadas no campo de jogo. Isso acabou repercutindo mal, mas gerou uma divulgação ainda maior ao advento do youtube nas transmissões de jogos de futebol ao vivo.
O que se espera daqui pra frente é o estabelecimento de uma nova era na participação da mídia nas transmissões ao vivo dos eventos esportivos em nosso país e no mundo. Num primeiro momento, a Internet passa a concorrer diretamente com as TVs por assinatura. Chegará o dia em que sua concorrência envolverá também a TV aberta. É a democratização da imagem que, enfim, chega aos eventos esportivos. E é muito bem-vinda, claro.
Lance do Atletiba histórico, mostrado ao vivo pela Internet. Pioneirismo do futebol paranaense em 01/03/2017.
O jogo foi realizado no Estádio Joaquim Américo (conhecido como Arena da Baixada) em Curitiba. O Atlético, mesmo atuando com uma equipe considerada suplente, o venceu, pelo placar de dois a zero, gols de Crisan aos 39 minutos do primeiro tempo e Douglas Coutinho, aos 42 do segundo. Aos 36, o atacante Cleber desperdiçou a cobrança de uma penalidade máxima a favor do Coritiba: bateu na trave. Se ele tivesse convertido, possivelmente a história do clássico seria outra.
A transmissão ao vivo pela Internet do primeiro jogo de futebol profissional no Brasil deu-se em virtude de Atlético e Coritiba não terem cedido os direitos para a emissora oficial do Campeonato (Rede Paranaense de Comunicação). A Federação Paranaense tentou impedir que isso ocorresse. O clássico seria realizado 10 dias antes, mas a entidade que controla o futebol do estado, determinou a sua suspensão sob a alegação de que havia pessoas não credenciadas no campo de jogo. Isso acabou repercutindo mal, mas gerou uma divulgação ainda maior ao advento do youtube nas transmissões de jogos de futebol ao vivo.
O que se espera daqui pra frente é o estabelecimento de uma nova era na participação da mídia nas transmissões ao vivo dos eventos esportivos em nosso país e no mundo. Num primeiro momento, a Internet passa a concorrer diretamente com as TVs por assinatura. Chegará o dia em que sua concorrência envolverá também a TV aberta. É a democratização da imagem que, enfim, chega aos eventos esportivos. E é muito bem-vinda, claro.
Lance do Atletiba histórico, mostrado ao vivo pela Internet. Pioneirismo do futebol paranaense em 01/03/2017.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2017
O orgulho do Paranavaiense José Willie
Recentemente estive na Band Curitiba. Fui acompanhar o Dr. Eduardo Gurkewicz (Clinica Odontowicz) em uma entrevista que o renomado cirurgião-dentista concedeu ao Programa Band Entrevista, do conceituado jornalista José Willie. Aproveitei a oportunidade para colher o depoimento do colega, natural de Paranavaí, sobre o título inédito do ACP em 2007. A façanha está completando uma década, este ano, e levou-me a escrever um livro relatando a saga de um time do interior levar quase 60 anos para conquistar um título estadual.
José Willie não é jornalista esportivo, mas como a maioria dos brasileiros, gosta de futebol. E especialmente se orgulha quando o time de sua cidade se destaca.
Nossa conversa foi muito agradável. Willie falou do orgulho de ter vindo do interior e conquistado seu espaço no sempre disputado mercado da capital. Revelou também que quando criança costumava brincar no "buracão" onde, na década de 90, foi erguido o belo Estádio Dr. Waldemiro Wagner.
Trabalhamos juntos, em 1985 e 1986 na extinta Tv Curitiba (Rede Manchete). Ele apresentava o tele-jornal que antecedia o Manchete Esportiva, apresentado por mim e pelo Edson Militão. Tivemos uma bela convivência, mas não sabia que o colega admirava tanto meu trabalho quanto ele fez questão de ressaltar agora que, passados mais de 30 anos, nos reencontramos. Interessante é que a recíproca é verdadeira. Sempre gostei de seu estilo sóbrio, seguro e confiante, de apresentar telejornal. Reflete credibilidade. No rádio, José Willie também tem uma performance notável. Digna da grande audiência que seus programas sempre têm.
José Willie não é jornalista esportivo, mas como a maioria dos brasileiros, gosta de futebol. E especialmente se orgulha quando o time de sua cidade se destaca.
Nossa conversa foi muito agradável. Willie falou do orgulho de ter vindo do interior e conquistado seu espaço no sempre disputado mercado da capital. Revelou também que quando criança costumava brincar no "buracão" onde, na década de 90, foi erguido o belo Estádio Dr. Waldemiro Wagner.
Trabalhamos juntos, em 1985 e 1986 na extinta Tv Curitiba (Rede Manchete). Ele apresentava o tele-jornal que antecedia o Manchete Esportiva, apresentado por mim e pelo Edson Militão. Tivemos uma bela convivência, mas não sabia que o colega admirava tanto meu trabalho quanto ele fez questão de ressaltar agora que, passados mais de 30 anos, nos reencontramos. Interessante é que a recíproca é verdadeira. Sempre gostei de seu estilo sóbrio, seguro e confiante, de apresentar telejornal. Reflete credibilidade. No rádio, José Willie também tem uma performance notável. Digna da grande audiência que seus programas sempre têm.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017
Coritiba vira freguês do Paraná nos anos 90!
A vitória mais expressiva na memorável campanha do
bicampeonato estadual do Paraná Clube aconteceu no dia 27 de fevereiro. Jogando
no Estádio Couto Pereira, o Tricolor aplicou uma sonora e histórica goleada ao
dono da casa: 4X0.
Era tarde de domingo. O estádio do Coritiba estava lotado.
Mais de 30 mil pessoas em suas arquibancadas. A galera paranista tomou conta do
setor de entrada, superlotando os lugares a ela destinados. Em campo, o time
deu show.
A goleada começou na cobrança de uma penalidade máxima,
originada pela entrada violenta de um zagueiro Coxa no atacante Saulo. A
cobrança foi executada, e convertida, pelo próprio Saulo, no canto baixo
esquerdo do goleiro adversário, sem chance de defesa, logo nos minutos iniciais
do clássico.
Ainda no primeiro tempo, a defesa coritibana rebateu a
bola da entrada da área. Ela caiu no pé direito do meia Ézio que a dominou,
olhou para a meta e chutou – colocado – no canto baixo direito: golaço.
No segundo tempo, envolvendo por completo seu adversário, o time do Paraná Clube protagonizou jogadas espetaculares. Uma delas resultou no terceiro gol. Paulo Miranda, recebeu a bola na meia-direita e virou, de imediato, para Claudinho que penetrava pela esquerda. O meia-atacante, com a bola dominada, penetrou na área, driblou o goleiro e, de pé direito, colocou-a no canto baixo esquerdo: mais uma pintura de gol, com a assinatura de Claudinho, agora formando dupla de ataque com Saulo.
Foi de Saulo o quarto gol. A bola, cruzada da direita,
foi alta para a área do Coxa. O “Tigre da Vila” subiu entre dois zagueiros
adversários, e cabeceou para a meta, certeiro: Paraná Clube 4X0 Coritiba.
Goleada espetacular, impiedosa mesmo. E o Coxa começava a virar “freguês de
caderno” do Tricolor.
NOTA: Este e outros fatos históricos estarão no Livro Paraná Clube-A Década de Ouro, a ser lançado em julho deste ano, comemorando o Jubileu de Prata do Primeiro Título Brasileiro do Tricolor da Vila.
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017
A volta por cima de Maurilio
Um episódio desconhecido do público, ocorrido durante a
vitoriosa campanha do primeiro título de Campeão Brasileiro conquistado pelo
Paraná Clube, envolve o atacante Cleverson Maurílio
Silva. Brasiliense, ele chegou ao clube pouco antes da fusão. Com 18 anos de
idade, veio fazer teste no Esporte Clube Pinheiros. O técnico da categoria
juvenil era Hamilton Nofcke, um descobridor de talentos. Em poucos
treinamentos, foi aprovado. Quando da fusão, não passou pela peneirada
gigantesca que selecionou alguns poucos para permanecer. Isso porque havia
viajado, autorizado pelo clube, para sua cidade. Quando voltou, pensou que
seria dispensado. Mas ao vê-lo treinar entre os juniores, o consagrado
treinador Rubens Minelli determinou que fosse incorporado ao elenco de
profissionais.
Assim, o ponteiro direito Maurilio foi se encorpando já
nos primeiros anos do Paraná Clube. Durante a permanência de Rubens Minelli,
foi logo guindado à condição de titular, ainda muito jovem. Mas com a chegada
de Otacilio Gonçalves e a contratação de novos atletas, suas chances de jogar
foram diminuindo. Até que em 1992, estava para ser negociado com o Sport de
Campo Mourão. Havia outros quatro jogadores na mesma posição de Maurilio e este
é a quinta opção do treinador. Mas o quadro mudou. 25 anos depois, é o
ex-ponta, atual treinador, quem conta como conseguiu permanecer no clube:
- Meu início no clube foi muito bom. Comecei titular do
novo clube, em 1990. No título de Campeão Paranaense de 1991, joguei também a
maioria dos jogos. Tive a felicidade de participar daquele vitorioso clube. Mas
em 92, minha situação mudou e quase fui mandado para um time do interior. O
treinador Otacilio me chamou e disse que iria me liberar porque eu era sua
quinta opção na posição. Eu ia entrar na negociação envolvendo o Ademir
Alcântara, atacante de área que o clube precisava. Depois que conversamos, fui
para um canto das sociais de Vila Capanema e, muito triste, chorando mesmo, fiz
uma oração. Conversei com Deus e pedi a Ele que me desse mais uma oportunidade
de mostrar meu valor.
Naquela mesma semana, enquanto a negociação não se
consumava, houve problemas que impediram que os demais jogadores da posição
pudesse ser aproveitados no jogo com o União São João. Aí, fui novamente
chamado pelo Otacílio que me comunicou que eu iria para o jogo e que seria
titular. Lembrei da oração que fiz e a revelei ao treinador. Ele me disse,
então aproveita essa oportunidade. Ela não veio por acaso. Acabou que fui muito
bem no jogo, venci o duelo com Roberto Carlos, lateral do time de Araras, e
reconquistei a confiança do treinador. Dali por diante, tudo mudou. Contribui
decisivamente na campanha do título brasileiro. Só não participei do primeiro
jogo das semifinais, com o Santa Cruz, mas voltei no segundo e fui até a
decisão final, naquela memorável noite em Salvador.
Agora como treinador, sempre que possível, conto esse
episódio aos meus jogadores e enfatizo que nunca devemos desanimar, pois de um
momento para o outro, tudo muda. Assim, precisamos estar sempre preparados para
o melhor. E para superar os mais momentos com muito trabalho, determinação e fé
em Deus.
Maurílio ganhou não apenas mais uma oportunidade com
Otacílio Gonçalves. Ganhou também a confiança do treinador que, em 1993, ao ser
contratado pela Sociedade Esportiva Palmeiras, levou o atacante junto para o
futebol paulista. Em 1995 voltou para ser tricampeão paranaense e em 2002
ajudou o time a evitar o rebaixamento no Campeonato Brasileiro.
Esta e outras histórias que marcaram a trajetória para a conquista do Primeiro Título de Campeão Brasileiro pelo Paraná Clube, completando agora seu "Jubileu de Ouro" estarão no Livro Paraná Clube-A Década de Ouro que será lançado no próximo mês de julho.
Registro fotográfico do momento em que entrevistei Maurílio para colher seu depoimento exclusivo para o blog do Lacour e para o livro Paraná Clube-A Década de Ouro, ontem ao final da tarde, no Hotel Master Express em Curitiba.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017
VICA, xerifão do nosso Trio de Ferro
No início da década de 1990, Coritiba, Atlético e Paraná, pela ordem, tiveram em sua zaga um xerifão. Seu nome: José Luis Mauro. Apelido: Vica. Não era muito alto para a posição, tinha 1,83, mas sua impulsão espetacular e seu posicionamento compensavam esta falta de altura, tão exigida para zagueiros. Não era um zagueiro técnico, mas também não era grosso de bola. Tinha muitas qualidades. E especialmente uma liderança nata. A ponto que depois de pendurar as chuteiras,em 1995 jogando pelo Rio Branco de Paranaguá, iniciou ali mesmo, na terra de Fernando Amaro (Primeiro poeta paranaense) , carreira de treinador.
Foto de 1992: Fica e Eu, no gramado do Estádio Durival de Britto e Silva (Vila Capanema). O zagueiro formou no Tricolor da Vila Campeão Brasileiro de 1992.
Interessante observar que Vica, a despeito do bom nome que construiu em sua passagem pelo futebol de Curitiba, não teve ainda uma oportunidade de dirigir uma de nossas equipes. Acompanhe os clubes que ele comandou até aqui:
Itumbiara, Anapolina, São Caetano, Nacional de Manaus, Atlético Goianiense, América de São josé do Rio Preto, Goiás, Santo André, Inter de Limeira, CRAC, Rio Preto, Londrina, Catanduvense, Fast Club, Caldense, Paysandu, Santa Cruz, Asa, River do Piaui.
A pergunta que faço é: Quando os dirigentes de Atlético, Coritiba e Paraná Clube vão descobrir que seu ex-xerife tem cacife para comandar suas equipes? Se eu fosse um deles, apostaria na capacidade de Vica como treinador.
Foto de 1992: Fica e Eu, no gramado do Estádio Durival de Britto e Silva (Vila Capanema). O zagueiro formou no Tricolor da Vila Campeão Brasileiro de 1992.
Interessante observar que Vica, a despeito do bom nome que construiu em sua passagem pelo futebol de Curitiba, não teve ainda uma oportunidade de dirigir uma de nossas equipes. Acompanhe os clubes que ele comandou até aqui:
Itumbiara, Anapolina, São Caetano, Nacional de Manaus, Atlético Goianiense, América de São josé do Rio Preto, Goiás, Santo André, Inter de Limeira, CRAC, Rio Preto, Londrina, Catanduvense, Fast Club, Caldense, Paysandu, Santa Cruz, Asa, River do Piaui.
A pergunta que faço é: Quando os dirigentes de Atlético, Coritiba e Paraná Clube vão descobrir que seu ex-xerife tem cacife para comandar suas equipes? Se eu fosse um deles, apostaria na capacidade de Vica como treinador.
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017
Abaixo a Ditadura da Federação!!!
Inadmissível o que a Federação Paranaense de Futebol fez com a dupla Atletiba na tarde de ontem (19/02/2017). A entidade obrigou o árbitro Paulo Roberto Alves Jr. a suspender a realização do clássico mais tradicional do futebol de nosso estado sob a exdrúxula alegação de que havia pessoas não autorizadas em torno do campo de jogo. Na verdade, o que se fez foi violar o direito dos clubes - especialmente do Clube Atlético Paranaense, mandante da partida - de liberdade em seus próprios domínios. Houve uma invasão, arbitrária, indevida e imoral, coisa de ditadura, que fere todos os princípios democráticos. É mais uma mancha de lama que a FPF joga na história. Coisa de quem não tem o que fazer, que se contenta em atrapalhar, dar papelão, pagar vale, entre outras coisas do gênero.
Entendo que Fifa, Confederações, Federações, só fazem atrapalhar o futebol. São entidades que vivem das seleções, dos clubes, exploram suas imagens, ofendem seus direitos, se metem em coisas que não lhes dizem respeito. Tudo pela ganância de ganhar dinheiro, de tirar proveito das situações. Na verdade, não sei porque essas entidades querem tanta grana se não têm atletas, equipes técnicas para sustentar. Não têm torcida para atender. Elas deveriam se limitar a cumprir os desejos dos clubes, atender os interesses dos clubes. Ficar na delas. Mas não, querem aparecer, tirar proveito das situações financeiras, e ainda por cima, mostrar que mandam. Que se lixem.
Todo apoio ao Atlético e ao Coritiba se decidirem abandonar esse campeonato deficitário que a FPF faz tanta questão de "preservar".
Entendo que Fifa, Confederações, Federações, só fazem atrapalhar o futebol. São entidades que vivem das seleções, dos clubes, exploram suas imagens, ofendem seus direitos, se metem em coisas que não lhes dizem respeito. Tudo pela ganância de ganhar dinheiro, de tirar proveito das situações. Na verdade, não sei porque essas entidades querem tanta grana se não têm atletas, equipes técnicas para sustentar. Não têm torcida para atender. Elas deveriam se limitar a cumprir os desejos dos clubes, atender os interesses dos clubes. Ficar na delas. Mas não, querem aparecer, tirar proveito das situações financeiras, e ainda por cima, mostrar que mandam. Que se lixem.
Todo apoio ao Atlético e ao Coritiba se decidirem abandonar esse campeonato deficitário que a FPF faz tanta questão de "preservar".
sábado, 18 de fevereiro de 2017
WILSON BRUSTOLIN era a Verdadeira Alma do Tele-catch
Tacle, Tesoura Voadora, Que golpe espetacular, eram termos que ele usava com frequência em suas narrações nas noites de sábado pela Tv. Paranaense, Canal 12. Os mocinhos como o loiro Ted Boy Marino, ou o marombeiro Brasão, eram protegidos por ele. Já os bandidos como Metralha, Verduro & Cia quando sofriam um golpe, recebiam um "bem feito" sem dó nem piedade. Assim, Wilson Brustolin (de saudosa memória), dava alma e nos fazia acreditar que aquelas acrobacias todas sobre o ringue eram lutas verdadeiras. Isso assegurava uma audiência extraordinária à emissora da Família Ched, no final da década de 1960, início da de 70.
Eu era garoto, em minha casa nem aparelho de televisão havia (possuir um era coisa de gente rica, pois mesmo os menores custavam uma fábula). Eu era, então, tele-vizinho. Na verdade, meu vizinho era da quadra de cima e reunia as famílias mais chegadas em sua sala de estar para um evento nas noites de sábado: cada uma levava um quitute para saborearmos antes da transmissão, que começava às 22 horas. Na hora das lutas, havia torcida organizada. A maioria, claro, pelo Ted Boy Marino, que depois virou ator dos filmes dos Trapalhões.
Foi uma época memóraval, sem dúvida. Guardo grandes recordações daquelas transmissões, especialmente da maneira diferenciada que Wilson Brustolin as fazia.
Anos mais tarde, tive o prazer de trabalhar com Brustolin no rádio. Só então descobri que aquelas lutas eram muito bem ensaiadas e que até o sangue que rolava do rosto dos mocinhos era artificial. Ainda assim, não perdi o encanto. Especialmente porque o que me animava, mesmo, era a forma do Brustola narrar. Eu era seu fã de carteirinha. E o imitava em minhas primeiras narrações das peladas do Ideal, time de futebol suburbano de meu bairro, o Capão da Imbuia.
Wilson Brustolin é um dos personagens de meu livro "80 anos de gooooooooooooolllllllllllllllllllllllllllllllllll, a história do rádio esportivo no Paraná" (págs 122/123/124). Curitibano de nascimento (15 de maio de 1940), foi casado com Marlise, pai Cássia Regina, Márcia Maria e Rita de Cássia). Faleceu em 12 de janeiro de 2000.
Foi um fervoroso torcedor do Clube Atlético Ferroviário, posteriormente transferiu seu amor clubístico pelo Colorado e pelo Paraná Clube.
Seu derradeiro trabalho no rádio esportivo foi ao meu lado, como comentarista, nas transmissões customizadas que realizamos na Rádio Eldorado, nos anos de 1990.
Saudades eternas, amigo e imortal Wilson Cardoso Brustolin.
Eu era garoto, em minha casa nem aparelho de televisão havia (possuir um era coisa de gente rica, pois mesmo os menores custavam uma fábula). Eu era, então, tele-vizinho. Na verdade, meu vizinho era da quadra de cima e reunia as famílias mais chegadas em sua sala de estar para um evento nas noites de sábado: cada uma levava um quitute para saborearmos antes da transmissão, que começava às 22 horas. Na hora das lutas, havia torcida organizada. A maioria, claro, pelo Ted Boy Marino, que depois virou ator dos filmes dos Trapalhões.
Foi uma época memóraval, sem dúvida. Guardo grandes recordações daquelas transmissões, especialmente da maneira diferenciada que Wilson Brustolin as fazia.
Anos mais tarde, tive o prazer de trabalhar com Brustolin no rádio. Só então descobri que aquelas lutas eram muito bem ensaiadas e que até o sangue que rolava do rosto dos mocinhos era artificial. Ainda assim, não perdi o encanto. Especialmente porque o que me animava, mesmo, era a forma do Brustola narrar. Eu era seu fã de carteirinha. E o imitava em minhas primeiras narrações das peladas do Ideal, time de futebol suburbano de meu bairro, o Capão da Imbuia.
Wilson Brustolin é um dos personagens de meu livro "80 anos de gooooooooooooolllllllllllllllllllllllllllllllllll, a história do rádio esportivo no Paraná" (págs 122/123/124). Curitibano de nascimento (15 de maio de 1940), foi casado com Marlise, pai Cássia Regina, Márcia Maria e Rita de Cássia). Faleceu em 12 de janeiro de 2000.
Foi um fervoroso torcedor do Clube Atlético Ferroviário, posteriormente transferiu seu amor clubístico pelo Colorado e pelo Paraná Clube.
Seu derradeiro trabalho no rádio esportivo foi ao meu lado, como comentarista, nas transmissões customizadas que realizamos na Rádio Eldorado, nos anos de 1990.
Saudades eternas, amigo e imortal Wilson Cardoso Brustolin.
Aqui o saudoso e imortal narrador Wilson Brustolin está ao lado de Serginho Prestes e família, jogador a quem ele admirava muito, na recepção do edifício onde eu residia em 1994.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017
OS MAIORAIS DO GOL NO FUTEBOL BRASILEIRO
Tenho o privilégio de acompanhar futebol desde o final da década de 60, como torcedor e a partir da década de 70 na qualidade de jornalista. Nestes anos todos, vi jogar goleiros espetaculares, acima da média. A começar por Manga, que vi atuar no Botafogo, no Inter e no Coritiba. Neste último, convivi diariamente com o atleta durante as duas temporadas em que ele defendeu as cores do Alvi-verde. Depois, vi Ado (londrinense) defender o Corinthians e a Seleção Brasileira. Para mim, ele sempre foi melhor que Leão. Ocorre que Leão usava bem o marketing e apareceu bem mais que Ado na mídia e na Seleção. Nos início dos anos 70, tive o prazer de ver e conviver com Célio Maciel, outro monstro sagrado da meta do Coxa. Depois, veio Jairo, fantástico, sem sombra de dúvidas, uma muralha. No Atlético dos anos 80 brilharam Roberto Costa e Rafael. Tão bons que levaram Geraldo Damasceno, o popular Geraldino, a promover um polêmico revezamento de goleiros na Baixada. No plano internacional, tive o prazer de conhecer e ver jogar outros imortais da meta, mas prefiro me ater aos goleiros brasileiros no post de hoje.
A propósito, vou apresentar agora uma interessante pesquisa de um conceituado instituto internacional especializado em estudos do futebol, o CIES. Acompanhe!
A propósito, vou apresentar agora uma interessante pesquisa de um conceituado instituto internacional especializado em estudos do futebol, o CIES. Acompanhe!
Os goleiros
ocupam um status particular nas equipes de futebol. As qualidades necessárias
para jogar nesta posição são muito diferentes daquelas exigidas dos jogadores
de linha. O Relatório Mensal do
Observatório de Futebol do CIES compara as características do goleiro com as
dos jogadores que atuam noutras posições.
O estudo
confirma a especificidade da posição do goleiro com base nos seguintes
critérios: altura, idade, origem e mobilidade. Do ponto de vista da altura, os
clubes são cada vez mais reticentes para promover goleiros com menos de 1,90
cm. Esta observação ocorre particularmente na Inglaterra e na Alemanha, onde a
altura média dos goleiros já é superior a 1,90 cm.
Quanto à idade,
a análise revela maior longevidade dos goleiros. A importância dada à
experiência é particularmente notável na Inglaterra e na Itália. Em ambos os
casos, os arqueiros têm, em média, mais de 29 anos de idade. Em todas as ligas
pesquisadas, os goleiros titulares são significativamente mais velhos do que os
da reserva.
Do ponto de
vista da origem, o relatório mostra que o mercado de trabalho dos goleiros é
muito menos internacional do que o dos jogadores das outras posições. A diferença
é mais destacada em relação aos centroavantes. O estudo também indica que a
diferença na porcentagem de expatriados (importados) entre goleiros e os
atletas que atuam na linha tende a
aumentar.
Finalmente, a
análise destaca a maior estabilidade dos goleiros. Sua duração média de
permanência em seu clube empregador é muito maior do que para os jogadores de
linha. Neste caso também, a maior diferença foi observada em comparação com os
atacantes. Estes últimos são os mais móveis no mercado de trabalho dos
jogadores de futebol.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017
BONS TEMPOS DO MAIOR ESTÁDIO DO MUNDO
Até o final dos anos 80, o Estádio Mário Filho (popularmente conhecido por Maracanã em virtude de estar localizado no bairro que tem este nome na cidade do Rio de Janeiro) era considerado o maior do mundo. Sua capacidade superava 150 mil lugares. Com o passar do tempo e as novas exigências da Fifa, essa fantástica capacidade de acomodar pessoas foi diminuindo até chegar à construção do novo Maracanã para a Copa de 2014: 78.813 lugares.
Felizmente vivi grandes e memoráveis momentos no Maracanã Maior do Mundo. Entre eles, destaco a cobertura que realizei, pela Rádio Clube Paranaense, ao lado do narrador Carneiro Neto e do comentarista (saudoso) Munir Calluf do histórico jogo entre Fluminense x Corinthians, pelo Campeonato Nacional de 1976 (Semifinais) quando mais de 70 mil corinthianos invadiram o Maior do Mundo e o público total oficialmente registrado foi de 146.043 torcedores.
Depois disso, trabalhando pela Rede Manchete de Televisão, ao lado de Paulo Stein, Edson Militão, Márcio Gues e Oscar Eurico, transmitimos para todo Brasil o título brasileiro conquistado pelo Coritiba, na noite de 31 de julho, madrugada de primeiro de agosto de 1985.
Também me marcou muito o jogo entre Flamengo e Colorado, em 1980, quando nosso goleiro Zico ficou no vestiário (foi ao banheiro e perdeu a hora de voltar, no intervalo de jogo) e o time de Vila Capanema iniciou o segundo tempo sem goleiro.
A última vez que estive no Maior do Mundo foi para transmitir, agora como narrador da Rádio Exclusiva FM (pioneira na transmissão de futebol em FM do Paraná), estive com o repórter e grande parceiro Paulo Mosimann (o Foguetinho) naquele Fla-Flu em que Renato Gaúcho marcou o famoso gol de barriga que decidiu o clássico a favor do Tricolor das Laranjeiras. Confira a foto minha com o Foguetinho, no Fla-Flu do Campeonato Carioca de 1995.
Felizmente vivi grandes e memoráveis momentos no Maracanã Maior do Mundo. Entre eles, destaco a cobertura que realizei, pela Rádio Clube Paranaense, ao lado do narrador Carneiro Neto e do comentarista (saudoso) Munir Calluf do histórico jogo entre Fluminense x Corinthians, pelo Campeonato Nacional de 1976 (Semifinais) quando mais de 70 mil corinthianos invadiram o Maior do Mundo e o público total oficialmente registrado foi de 146.043 torcedores.
Depois disso, trabalhando pela Rede Manchete de Televisão, ao lado de Paulo Stein, Edson Militão, Márcio Gues e Oscar Eurico, transmitimos para todo Brasil o título brasileiro conquistado pelo Coritiba, na noite de 31 de julho, madrugada de primeiro de agosto de 1985.
Também me marcou muito o jogo entre Flamengo e Colorado, em 1980, quando nosso goleiro Zico ficou no vestiário (foi ao banheiro e perdeu a hora de voltar, no intervalo de jogo) e o time de Vila Capanema iniciou o segundo tempo sem goleiro.
A última vez que estive no Maior do Mundo foi para transmitir, agora como narrador da Rádio Exclusiva FM (pioneira na transmissão de futebol em FM do Paraná), estive com o repórter e grande parceiro Paulo Mosimann (o Foguetinho) naquele Fla-Flu em que Renato Gaúcho marcou o famoso gol de barriga que decidiu o clássico a favor do Tricolor das Laranjeiras. Confira a foto minha com o Foguetinho, no Fla-Flu do Campeonato Carioca de 1995.
Foto tirada em 25 de junho de 1995, no até então Maior Estádio do Mundo.
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017
Por que Zico me recebeu na casa dele em 86?
A Seleção Brasileira voltou ao México, país do lendário tricampeonato mundial, 16 anos depois. Vinha com a geração de craques que encantou o planeta em 82, na Espanha. Alguns deles, no entanto, já não se encontravam no melhor de sua forma física. Entre os quais estava o extraordinário Zico, nosso eterno Galinho de Quintino. Ele vinha de uma cirurgia no joelho. Na partida com a França, já nas oitavas-de-final, precisou entrar em cena. No início do segundo tempo, Muller sentiu a perna e Telê mandou Zico para campo. Em apenas dois minutos, o craque enfiou uma bola maravilhosa para a penetração de Branco na grande área francesa. O lateral brasileiro foi derrubado. Pênalti marcado. Quem bateria? Zico, claro. Afinal, era especialista também nesse tipo de jogada. A galera brasileira já preparava o grito de gol quando o Galinho foi para a bola e, de pé esquerdo, executou a cobrança. Só que, dessa vez, Zico não foi feliz: cobrou mal a penalidade máxima, facilitando a defesa do goleiro Bats, no canto esquerdo baixo.
O jogo (por sinal um jogaço, não fora o trágico resultado para as nossas cores), terminou empatado em 1X1 e foi para a prorrogação, mas ninguém conseguiu marcar. Então, teve que ser decidido nas penalidades máximas. E aí, foi a vez de Sócrates e Júlio César desperdiçaram as cobranças brasileiras. No final, deu França 4X3. E o Brasil foi eliminado.
Depois do jogo, a maioria da imprensa e dos torcedores culpou Zico pelo fracasso brasileiro na Copa de 1986. O craque ficou aborrecido, claro. Evitou conceder entrevistas em território mexicano.
De volta ao Brasil, recebeu-me em sua casa (na Barra da Tijuca) e me concedeu uma entrevista exclusiva para a Rádio Clube Paranaense e para o Jornal Tribuna do Paraná. Isso graças à amizade que formamos em virtude de suas constantes vindas a Curitiba quando, em 1978, seu irmão Edú jogou no Colorado Esporte Clube. Eu fazia a cobertura diária do time de Vila Capanema e convivi muito com a família de Edú. Em suas folgas de segunda-feira no Flamengo, Zico costumava vir para Curitiba, visitar o irmão que, por sua vez, promovia churrasco para recebê-lo e me convidava. Então, nos tornamos amigos e muito próximos. Isso me rendeu a histórica entrevista exclusiva com o jogador brasileiro mais procurado pela imprensa depois do Mundial 86 no México. A foto que publico documenta o momento em que eu gravava, na sala de visitas da casa (muito linda, por sinal) de Zico.
O jogo (por sinal um jogaço, não fora o trágico resultado para as nossas cores), terminou empatado em 1X1 e foi para a prorrogação, mas ninguém conseguiu marcar. Então, teve que ser decidido nas penalidades máximas. E aí, foi a vez de Sócrates e Júlio César desperdiçaram as cobranças brasileiras. No final, deu França 4X3. E o Brasil foi eliminado.
Depois do jogo, a maioria da imprensa e dos torcedores culpou Zico pelo fracasso brasileiro na Copa de 1986. O craque ficou aborrecido, claro. Evitou conceder entrevistas em território mexicano.
De volta ao Brasil, recebeu-me em sua casa (na Barra da Tijuca) e me concedeu uma entrevista exclusiva para a Rádio Clube Paranaense e para o Jornal Tribuna do Paraná. Isso graças à amizade que formamos em virtude de suas constantes vindas a Curitiba quando, em 1978, seu irmão Edú jogou no Colorado Esporte Clube. Eu fazia a cobertura diária do time de Vila Capanema e convivi muito com a família de Edú. Em suas folgas de segunda-feira no Flamengo, Zico costumava vir para Curitiba, visitar o irmão que, por sua vez, promovia churrasco para recebê-lo e me convidava. Então, nos tornamos amigos e muito próximos. Isso me rendeu a histórica entrevista exclusiva com o jogador brasileiro mais procurado pela imprensa depois do Mundial 86 no México. A foto que publico documenta o momento em que eu gravava, na sala de visitas da casa (muito linda, por sinal) de Zico.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2017
SeleBoca foi um fiasco no Paranaense de 1984
SELEBOCA é o apelido dado ao Colorado Esporte em 1984. Isso aconteceu porque Azis Domingos (de saudosa memória) promoveu a contratação de jogadores como Mauro Pastor, Marola, Geraldão, Eudes, entre outros, que haviam passado pela Seleção Brasileira. Assim, formou uma verdadeira Seleção de Craques em Vila Capanema. O time, no entanto, não correspondeu. Perdeu o Campeonato Paranaense para o Esporte Clube Pinheiros, equipe formada por garotos da base, que acabou sendo a sensação da temporada.
Na foto que apresento hoje vemos (em pé), da esquerda para a direita: Orlando, Marolla, Mauro Pastor, Gassen, Marildo, Dida e o prof. Tadeu Natálio. Agachados: Sergio Luis, Euler, Geraldão, Jaiminho e (?).
Convivi muito com essas feras, pois na época eu era repórter de rádio (Clube Paranaense), televisão (Tv. Iguaçu) e jornal (Tribuna do Paraná).
Colunas publicadas nos Jornais de Curitiba
Nas páginas do Caderno de Esportes da Tribuna do Paraná, em 1993, escrevi uma coluna preconizando que o Paraná Clube iria dominar a década no futebol paranaense. Amplie a imagem e leia o texto. Brevemente publicarei o livro Paraná Clube - A Década de Ouro. Aguarde!
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